Banisteriopsis caapi ourinhos 50 grs.
Banisteriopsis caapi, cipó amarelo
Banisteriopsis caapi ourinhos 50 grs.
Banisteriopsis caapi, cipó amarelo

Banisteriopsis caapi, cipó amarelo

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Banisteriopsis caapi cipó amarelo — variedade de B. caapi caracterizada pela coloração interna amarelada do tronco, diferenciada morfologicamente do cipó negro e documentada na literatura etnobotânica amazônica (Callaway, 2005). Cipó triturado, disponível em 100 g e 500 g. Selecionado pela equipe da Edabea, com mais de 15 anos de especialização em etnobotânica amazônica. Para coleção botânica e pesquisa etnobotânica.

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Banisteriopsis caapi cipó amarelo | Cipó triturado — 100 g e 500 g

Banisteriopsis caapi cipó amarelo é uma variedade de Banisteriopsis caapi — cipó trepador da família Malpighiaceae, originária da bacia amazônica e considerada na literatura etnobotânica como o componente central da preparação tradicional conhecida como ayahuasca. A denominação cipó amarelo refere-se à coloração interna característica do tronco maduro, um dos critérios morfológicos utilizados na classificação xamânica amazônica para distinguir variedades dentro da espécie (Luna, 1986; Schultes & Hofmann, 1979). Na Edabea, oferecemos em formato triturado fino, nas apresentações de 100 g e 500 g.

Diferenças entre cipó amarelo e cipó negro

O cipó amarelo e o cipó negro são variedades da mesma espécie — Banisteriopsis caapi — diferenciadas morfologicamente pela coloração interna do tronco. O cipó negro apresenta uma coloração escura característica; o cipó amarelo, um tom interno amarelado. Ambas as denominações procedem do sistema de classificação xamânico amazônico, que distingue as variedades por critérios organoléticos e morfológicos, não taxonômicos formais.

A literatura fitoquímica documenta perfis alcaloides ligeiramente distintos entre variedades de B. caapi, com variações nas proporções relativas de harmina, harmalina e tetrahidroharmina de acordo com a variedade, a parte da planta analisada e as condições de cultivo e processamento (Callaway, 2005). O cipó amarelo é uma das variedades com maior trajetória documentada dentro do contexto etnobotânico amazônico (Luna, 1986).

O que contém o cipó amarelo — alcaloides documentados

Banisteriopsis caapi contém um perfil de alcaloides beta-carbolínicos bem caracterizado na literatura científica: harmina, harmalina e tetrahidroharmina (THH). Esses compostos apresentam atividade inibidora reversível da monoamina oxidase (IMAO), mecanismo documentado em numerosos estudos farmacológicos (Callaway et al., 1999; McKenna et al., 1984). As proporções relativas de cada alcaloide variam entre variedades e têm sido objeto de caracterização analítica na literatura especializada (Callaway, 2005).

Contexto etnobotânico

O uso cerimonial de Banisteriopsis caapi está documentado entre mais de 70 povos indígenas da bacia amazônica — entre eles os Shipibo-Conibo, os Shawi, os Huni Kuin e os Siona — com uma trajetória histórica que precede em vários séculos o primeiro contato europeu. O etnobotânico Richard Evans Schultes dedicou décadas ao estudo desta espécie na Amazônia a partir dos anos 1940; seus trabalhos, coletados em Plants of the Gods (1979, com Albert Hofmann) e Vine of the Soul (1992), continuam sendo referência fundamental na matéria.

A tradição xamânica amazônica reconhece e nomeia distintas variedades de B. caapi com usos e significados específicos dentro de cada contexto cerimonial. Luis Eduardo Luna documentou este sistema de classificação tradicional no marco de seu trabalho sobre o vegetalismo amazônico (Luna, 1986).

Em 2008, o Instituto Nacional de Cultura do Peru declarou os conhecimentos e usos tradicionais da ayahuasca Patrimônio Cultural da Nação, reconhecendo o valor histórico e cultural do sistema de conhecimento xamânico associado a esta planta.

Para ampliar o contexto botânico e etnobotânico desta espécie e sua relação com outros cipós do catálogo, você pode consultar nossa seção de ayahuasca.

Conservação

O cipó triturado é sensível à umidade e às mudanças de temperatura. Para manter sua estabilidade ao longo do tempo:

  • Guardar em embalagem bem fechada, preferencialmente hermética.
  • Conservar em lugar fresco, seco e protegido da luz direta.
  • Evitar umidade, calor prolongado e contaminação cruzada com outros materiais.

Perguntas frequentes sobre Banisteriopsis caapi cipó amarelo

Qual é a diferença entre o cipó amarelo e o cipó negro?

São variedades da mesma espécie — Banisteriopsis caapi — diferenciadas pela coloração interna do tronco: amarelada no cipó amarelo, escura no cipó negro. A classificação procede do sistema xamânico amazônico, não da taxonomia botânica formal. A literatura fitoquímica documenta diferenças nos perfis alcaloides entre variedades, com variações nas proporções relativas de harmina, harmalina e tetrahidroharmina (Callaway, 2005).

Qual parte da planta é comercializada?

Comercializa-se o cipó maduro em formato triturado fino. É a parte da planta mais utilizada na preparação tradicional amazônica e a que concentra maior presença de alcaloides beta-carbolínicos segundo a literatura fitoquímica disponível (Callaway et al., 1999). Para folhas secas de B. caapi, consulte a ficha específica do catálogo.

O que são os alcaloides beta-carbolínicos?

Os alcaloides beta-carbolínicos são compostos nitrogenados presentes de forma natural em várias espécies vegetais. Em Banisteriopsis caapi, os principais são harmina, harmalina e tetrahidroharmina. Sua presença nesta espécie está bem caracterizada na literatura fitoquímica desde os trabalhos pioneiros de McKenna et al. (1984) e foi objeto de múltiplos estudos analíticos posteriores (Callaway, 2005).

É legal comprar Banisteriopsis caapi em Portugal?

A situação legal pode variar segundo a jurisdição. É responsabilidade do comprador verificar a normativa aplicável em seu local de residência. Este produto é comercializado exclusivamente como material de coleção botânica e pesquisa etnobotânica.

Qual formato é mais adequado, 100 g ou 500 g?

O formato de 100 g é adequado para coleção botânica, arquivo ou estudo inicial do material. O formato de 500 g está orientado a pesquisadores ou colecionistas que trabalham com volumes maiores ou desejam dispor de uma referência de lote mais ampla para comparativas fitoquímicas entre variedades de B. caapi.

Sobre este conteúdo

Ficha elaborada pela equipe especializada da Edabea Natura, com mais de 15 anos de experiência na seleção e comercialização de materiais etnobotânicos amazônicos. A informação fitoquímica e etnobotânica está baseada nas fontes bibliográficas citadas e no conhecimento direto do material de cada lote. Última atualização: abril 2026. Para consultas sobre disponibilidade ou características do lote atual, entre em contato pelo contacto@edabea.com.

Referências: Callaway, J.C. (2005). Various alkaloid profiles in decoctions of Banisteriopsis caapi. Journal of Psychoactive Drugs, 37(2), 151–155. — Callaway, J.C. et al. (1999). Pharmacokinetics of hoasca alkaloids in healthy humans. Journal of Ethnopharmacology, 65(3), 243–256. — Luna, L.E. (1986). Vegetalismo: Shamanism among the Mestizo Population of the Peruvian Amazon. Stockholm: Almqvist & Wiksell. — McKenna, D.J., Towers, G.H.N. & Abbott, F. (1984). Monoamine oxidase inhibitors in South American hallucinogenic plants. Journal of Ethnopharmacology, 10(2), 195–223. — Schultes, R.E. & Hofmann, A. (1979). Plants of the Gods. New York: McGraw-Hill.

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