Kanna
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A kanna (Sceletium tortuosum) é uma planta suculenta originária do sul da África, utilizada há séculos pelos povos Khoikhoi e San em contextos cerimoniais e cotidianos. Seu uso tradicional inclui a fermentação das folhas antes de seu emprego — prática documentada na literatura etnobotânica desde os primeiros registros coloniais europeus do século XVII (Smith et al., 1996). Na Edabea, temos mais de 15 anos especializados em etnobotânica e oferecemos kanna em diferentes formatos: pó tradicional, extratos padronizados e sementes, todos com rastreabilidade de origem verificada.
Kanna e extratos de kanna — Catálogo Edabea
O catálogo inclui doze referências organizadas por formato e grau de concentração:
| Produto | Formato | Concentração | Ver produto |
|---|---|---|---|
| Kanna Sceletium tortuosum | Pó | Material vegetal bruto | Ver produto |
| Kanna Extrato ET2 | Extrato | Padronizado | Ver produto |
| Kanna Extrato UB40 | Extrato | Padronizado | Ver produto |
| Kanna Extrato 10X | Extrato | 10× em relação à planta base | Ver produto |
| Kanna Extrato Full Spectrum | Extrato | Perfil alcaloide completo | Ver produto |
| Kanna Extrato Krystal Ultimate | Extrato refinado | Alta pureza | Ver produto |
| Kanna Premium Extrato | Extrato refinado | Alta pureza | Ver produto |
| Kanna Extrato Smokanna | Extrato | Padronizado | Ver produto |
| Kanna Extrato Happy Calming | Extrato | Padronizado | Ver produto |
| Kanna Extrato Merry Stony | Extrato | Padronizado | Ver produto |
| Rapé Kanna | Rapé cerimonial | Preparação tradicional | Ver produto |
| Kanna Sementes | Sementes | 10 unidades | Ver produto |
A situação legal pode variar conforme a jurisdição. É responsabilidade do comprador verificar a normativa aplicável em seu local de residência. Este produto é comercializado exclusivamente como material de coleção botânica e pesquisa etnobotânica.
O que é a kanna — botânica e fitoquímica
Sceletium tortuosum é uma planta suculenta da família Aizoaceae, nativa das regiões áridas e semiáridas do sul da África — principalmente África do Sul e Namíbia. Cresce em solos pedregosos e secos, com notável resistência a condições extremas de temperatura e seca. Seu nome comum em Afrikaans, kanna ou kougoed ("coisa que se mastiga"), faz referência a um dos modos de uso tradicional documentado.
Os principais alcaloides de S. tortuosum são a mesembrina, a mesembrenona, o mesembrenol e a tortuosamina, compostos bem caracterizados na literatura fitoquímica (Gericke & Viljoen, 2008; Harvey et al., 2011). A mesembrina é o alcaloide mais estudado da espécie e foi objeto de pesquisa farmacológica por sua interação documentada com transportadores de serotonina (Harvey et al., 2011).
Para aprofundar no perfil fitoquímico do alcaloide principal, você pode consultar nosso artigo especializado: A mesembrina, o alcaloide principal da kanna.
Formatos disponíveis — diferenças entre pó e extratos
As distintas apresentações de kanna correspondem a diferentes graus de processamento do material vegetal base:
O pó tradicional é o material vegetal bruto — com o perfil alcaloide íntegro da planta em sua concentração natural, incluindo todos os compostos presentes em proporções originais. É o formato mais próximo do uso etnobotânico histórico.
Os extratos padronizados são concentrados obtidos a partir do material vegetal, com maior densidade de alcaloides por unidade de peso. A denominação 10X indica uma concentração aproximada de dez vezes em relação ao material base. Os extratos full spectrum conservam o perfil alcaloide completo da planta em formato concentrado. Os extratos refinados — como Krystal Ultimate ou Premium — apresentam maior pureza e menor presença de compostos minoritários.
As sementes são material de cultivo ou coleção botânica, sem processamento de concentração. Para um guia detalhado de cultivo, consulte nosso artigo: Como cultivar kanna a partir de sementes.
Contexto etnobotânico e histórico
O uso de Sceletium tortuosum pelos povos Khoikhoi e San do sul da África está documentado desde os primeiros registros europeus do século XVII. O explorador holandês Jan van Riebeeck deixou constância escrita de seu uso em 1662, e a espécie foi descrita botanicamente pela primeira vez pelo naturalista William Burchell no início do século XIX (Smith et al., 1996).
A preparação tradicional incluía um processo de fermentação das folhas e caules antes do uso — prática que os etnobotânicos relacionaram com modificações no perfil alcaloide do material vegetal durante o processo (Gericke & Viljoen, 2008). Esta técnica de fermentação é um dos elementos mais singulares da tradição etnobotânica associada a esta espécie e foi objeto de estudo na literatura acadêmica sobre plantas de uso tradicional africano.
Para ampliar o contexto histórico e botânico, você pode consultar nosso artigo especializado: Kanna — história, usos e guia completa.
Aspectos legais
A situação legal pode variar conforme a jurisdição. É responsabilidade do comprador verificar a normativa aplicável em seu local de residência. Todos os produtos são comercializados exclusivamente como material de coleção botânica e pesquisa etnobotânica.
Perguntas frequentes sobre kanna
O que é a kanna e de onde procede?
Sceletium tortuosum é uma planta suculenta nativa do sul da África, utilizada há séculos pelos povos Khoikhoi e San em contextos cerimoniais e cotidianos. Seu uso está documentado na literatura etnobotânica desde os registros coloniais europeus do século XVII (Smith et al., 1996). No mercado etnobotânico moderno, é comercializada em diferentes formatos: pó tradicional, extratos padronizados e sementes.
Quais são os alcaloides principais da kanna?
Os principais alcaloides de Sceletium tortuosum são a mesembrina, a mesembrenona, o mesembrenol e a tortuosamina, bem caracterizados na literatura fitoquímica (Gericke & Viljoen, 2008). A mesembrina é o alcaloide mais estudado da espécie — seu perfil, mecanismo documentado e pesquisa disponível estão coletados em nosso artigo especializado sobre a mesembrina.
Qual a diferença entre kanna em pó e extrato de kanna?
O pó é o material vegetal bruto, com o perfil alcaloide íntegro da planta em sua concentração natural. O extrato é um concentrado com maior densidade de alcaloides por unidade de peso. Os extratos padronizados apresentam composição mais definida; os extratos full spectrum conservam o perfil completo em formato concentrado. A escolha entre formatos depende do uso previsto — coleção botânica, pesquisa fitoquímica ou arquivo de material.
O que é o processo de fermentação tradicional da kanna?
A fermentação é uma prática documentada no uso tradicional de Sceletium tortuosum pelos povos Khoikhoi e San. Consiste em amassar as folhas e caules frescos e deixá-los fermentar por dias ou semanas antes de seu uso. Os etnobotânicos têm assinalado que este processo pode modificar o perfil alcaloide do material vegetal, embora a caracterização analítica completa destas mudanças ainda seja objeto de pesquisa (Gericke & Viljoen, 2008).
Qual é a situação legal da kanna?
A situação legal pode variar conforme a jurisdição. É responsabilidade do comprador verificar a normativa aplicável em seu local de residência. Este produto é comercializado exclusivamente como material de coleção botânica e pesquisa etnobotânica.
Sobre este conteúdo
Conteúdo elaborado pela equipe especializada da Edabea Natura, com mais de 15 anos de experiência em seleção e comercialização de materiais etnobotânicos. A informação fitoquímica e etnobotânica está baseada nas fontes bibliográficas citadas. Última atualização: abril de 2026. Para consultas sobre disponibilidade ou características dos lotes atuais, entre em contato em contacto@edabea.com.
Referências: Gericke, N. & Viljoen, A.M. (2008). Sceletium — a review update. Journal of Ethnopharmacology, 119(3), 653–663. — Harvey, A.L. et al. (2011). Pharmacological actions of the South African medicinal and functional food plant Sceletium tortuosum and its principal alkaloids. Journal of Ethnopharmacology, 137(3), 1124–1129. — Smith, M.T. et al. (1996). Psychoactive constituents of the genus Sceletium N.E.Br. and other Mesembryanthemaceae. Journal of Ethnopharmacology, 50(3), 119–130.
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