Frasco de esporos B+
Frasco de esporos B+ 10 ml.
Frasco de esporos B+
Frasco de esporos B+ 10 ml.

B+ 10 ml.

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Vial de esporas B+ 10 ml. Psilocybe cubensis var. B+. Esporas em solução aquosa estéril, vial de 10 ml com seringa estéril. Uma das variedades mais distribuídas no mercado de coleção europeu, com origem atribuída à Flórida (EUA) nos anos 90. Inicialmente catalogada como híbrido de P. cubensis e P. azurescens pela semelhança visual de seus chapéus, a B+ é geneticamente 100% P. cubensis. Destaca-se por sua excepcional tolerância a temperaturas baixas, com frutificações documentadas a partir de 15 ºC, e pelo tamanho de suas frutificações em substratos ricos. Material de coleção e pesquisa micológica.


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Vial de esporas B+

O vial de esporas B+ contém uma suspensão aquosa estéril de esporas de Psilocybe cubensis var. B+ em vial de 10 ml com seringa estéril. É uma das variedades de maior distribuição histórica no mercado de coleção europeu e americano, conhecida tanto por sua versatilidade morfológica quanto pela confusão taxonômica que cercou sua identificação inicial.

Origem e confusão taxonômica com Psilocybe azurescens

A B+ é atribuída a um cultivador da Flórida (EUA) ativo na comunidade micológica de coleção dos anos 90, conhecido como "Mr. G". Quando a cepa começou a circular nesse ambiente, seus chapéus de coloração caramelo escuro e perfil convexo levaram alguns colecionadores a catalogá-la como híbrido de Psilocybe cubensis e Psilocybe azurescens, duas espécies morfologicamente distintas, mas com certa semelhança visual no chapéu.

Psilocybe azurescens é uma espécie diferente, descrita cientificamente por Paul Stamets e Paul Kroeger em 1996, que habita em áreas costeiras da costa noroeste dos EUA, onde cresce sobre madeira em decomposição, a temperaturas significativamente mais baixas do que as toleradas por P. cubensis. O nome da espécie faz referência ao filho de Stamets, Azureus. Ao contrário de P. cubensis, P. azurescens não é um fungo de substratos orgânicos de origem animal, mas sim lignocelulolítico, o que torna praticamente inviável a hibridização natural entre ambas as espécies em condições normais.

A caracterização genética posterior confirmou que a B+ é 100% Psilocybe cubensis, sem contribuição genética de P. azurescens. A semelhança visual dos chapéus que gerou a confusão inicial é uma convergência morfológica, não um sinal de relação taxonômica.

Características morfológicas e fisiológicas documentadas

  • Tolerância térmica excepcional: a B+ é uma das poucas variedades de P. cubensis com frutificações documentadas a temperaturas tão baixas quanto 15 ºC. A maioria das variedades da espécie requer um mínimo de 20-22 ºC para frutificar. Esta característica a torna um referencial de interesse para o estudo da plasticidade fisiológica dentro da espécie.
  • Compatibilidade com substratos variados: coloniza de forma eficiente uma ampla gama de substratos, desde grãos até palha, compostagem e turfa, com menor dependência da qualidade nutricional do substrato do que variedades como a Fiji.
  • Frutificações de grande tamanho em substratos ricos, com alturas documentadas superiores a 30 cm em condições ótimas.
  • Chapéis caramelo escuro de perfil convexo, com a semelhança visual a P. azurescens que originou a classificação errônea inicial.

Características do vial

O vial contém esporas de Psilocybe cubensis var. B+ em suspensão aquosa estéril (10 ml) com seringa estéril incluída. Esporas elipsoidais de parede grossa com coloração marrom púrpura padrão da espécie, visíveis a partir de 400x de aumento.

Para consultar o catálogo completo de variedades disponíveis, visite a seção de esporas de Edabea.

Conservação

Conservar na geladeira entre 2 ºC e 8 ºC, protegido da luz direta. Não congelar. Em condições adequadas, as esporas mantêm sua viabilidade durante meses. Evitar mudanças bruscas de temperatura entre usos.

Situação legal

A situação legal das esporas de Psilocybe cubensis varia conforme a jurisdição. Em muitos países, as esporas, que não contêm psilocibina nem psilocina, não estão sujeitas à mesma regulamentação que o micélio ou os corpos frutíferos. É responsabilidade do comprador verificar a normativa aplicável em seu local de residência antes de realizar o pedido. Este produto é comercializado exclusivamente como material de coleção micológica e pesquisa.

Perguntas frequentes

O que é Psilocybe azurescens e por que foi confundido com a B+?

Psilocybe azurescens é uma espécie distinta de P. cubensis, descrita cientificamente em 1996 por Paul Stamets e Paul Kroeger a partir de espécimes encontrados na foz do rio Columbia, na costa do Oregon (EUA). Cresce sobre madeira em decomposição em áreas costeiras de clima temperado-frio, a temperaturas notavelmente mais baixas do que as toleradas por P. cubensis. A confusão com a B+ surgiu da semelhança na coloração caramelo do chapéu de ambos os fungos, mas são taxonomicamente e ecologicamente distintos. P. azurescens é um fungo lignocelulolítico de clima frio; a B+ é um fungo coprofílico tropical.

Por que a tolerância a 15 ºC é relevante dentro de P. cubensis?

A maioria das variedades de Psilocybe cubensis requer temperaturas entre 20 e 28 ºC para colonizar o substrato e frutificar de forma eficiente. A frutificação documentada da B+ a partir de 15 ºC a coloca em uma faixa térmica significativamente mais ampla do que outras variedades do catálogo, o que é relevante para pesquisadores que trabalham em condições de temperatura variável ou estudam a plasticidade fisiológica e a adaptação térmica dentro da espécie.

Quem é Paul Stamets?

Paul Stamets (1955) é micólogo americano, autor e empresário, conhecido principalmente por seu trabalho de divulgação sobre micologia aplicada e por ter descrito cientificamente várias espécies do gênero Psilocybe, entre elas P. azurescens (1996). É autor de obras de referência em micologia como Psilocybin Mushrooms of the World (1996) e Mycelium Running (2005), e fundador da Fungi Perfecti, empresa dedicada à produção de suplementos fúngicos. Sua figura tem tido um papel significativo na divulgação da micologia para o público geral nas últimas décadas.

As esporas contêm psilocibina?

Não. As esporas de Psilocybe cubensis não contêm psilocibina nem psilocina. Esses compostos são sintetizados durante o desenvolvimento do micélio e dos corpos frutíferos, não nas esporas em estado latente. Essa distinção é relevante em muitas jurisdições onde a regulamentação afeta o micélio ativo e os corpos frutíferos, mas não as esporas.

Ficha elaborada pela equipe especializada de Edabea Natura. Informação baseada em bibliografia micológica de referência. Última atualização: maio 2026.