Banisteriopsis caapi ourinhos 50 grs.
Banisteriopsis caapi ourinhos 50 grs.

Banisteriopsis caapi, cipó negro

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Banisteriopsis caapi cipó negro (B. caapi), cipó triturado proveniente da bacia amazônica. A variedade mais documentada na literatura etnobotânica e fitoquímica — contém harmina, harmalina e tetrahidroharmina, alcaloides beta-carbolínicos com atividade IMAO. Disponível em 100 g e 500 g. Selecionado pela equipe da Edabea, com mais de 15 anos de especialização em etnobotânica. Para colecionismo botânico e pesquisa etnobotânica.

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Banisteriopsis caapi cipó negro | Cipó triturado — 100 g e 500 g

Banisteriopsis caapi é uma liana trepadeira da família Malpighiaceae, originária da bacia amazônica, considerada na literatura etnobotânica como o componente central da preparação tradicional conhecida como ayahuasca. A variedade denominada cipó negro é a de maior presença histórica no uso cerimonial amazônico e a mais amplamente documentada na pesquisa fitoquímica disponível (Callaway et al., 1999; McKenna et al., 1984). Na Edabea, oferecemos o cipó em formato picado fino, em apresentações de 100 g e 500 g.

Origem e seleção do material

O material provém da bacia amazônica, região de distribuição natural da espécie e de maior tradição em seu uso etnobotânico documentado. A denominação "cipó negro" refere-se à coloração escura característica do caule maduro — um dos critérios morfológicos utilizados pelas tradições xamânicas amazônicas para distinguir variedades dentro da espécie (Luna, 1986; Schultes & Hofmann, 1979).

Na Edabea, selecionamos o cipó maduro, a parte da planta com maior concentração de alcaloides beta-carbolínicos segundo a literatura fitoquímica disponível (Callaway, 2005). O material se apresenta em formato picado fino, adequado para manipulação, arquivo e estudo botânico.

O que contém o cipó negro — alcaloides documentados

Banisteriopsis caapi contém um perfil de alcaloides beta-carbolínicos bem caracterizado na literatura científica: harmina, harmalina e tetrahidroharmina (THH). Esses compostos atuam como inibidores reversíveis da monoamina oxidase (IMAO), mecanismo documentado em vários estudos farmacológicos (Callaway et al., 1999; McKenna et al., 1984). As proporções relativas de cada alcaloide variam segundo a variedade, a parte da planta analisada e as condições de cultivo e processamento (Callaway, 2005).

O cipó negro apresenta perfis fitoquímicos ligeiramente distintos em relação a outras variedades de B. caapi — cipó amarelo e cipó vermelho (B. muricata) — diferenças que têm sido objeto de caracterização na literatura etnobotânica e fitoquímica especializada.

Contexto etnobotânico

O uso cerimonial de Banisteriopsis caapi está documentado entre mais de 70 povos indígenas da bacia amazônica — entre eles os Shipibo-Conibo, os Shawi, os Huni Kuin e os Siona — com uma trajetória histórica que precede em vários séculos o primeiro contato europeu. O etnobotânico Richard Evans Schultes dedicou décadas ao estudo desta espécie na Amazônia a partir dos anos 1940; seus trabalhos, coletados em Plants of the Gods (1979, com Albert Hofmann) e Vine of the Soul (1992), continuam sendo referência fundamental na matéria.

Em 2008, o Instituto Nacional de Cultura do Peru declarou os conhecimentos e usos tradicionais da ayahuasca Patrimônio Cultural da Nação, reconhecendo o valor histórico e cultural do sistema de conhecimento xamânico associado a esta planta.

Para ampliar o contexto histórico e botânico, você pode consultar nosso blog especializado em ayahuasca.

Conservação

O cipó picado é sensível à umidade e às mudanças de temperatura. Para manter sua estabilidade ao longo do tempo:

  • Guardar em embalagem bem fechada, preferencialmente hermética.
  • Conservar em local fresco, seco e protegido da luz direta.
  • Evitar umidade, calor prolongado e contaminação cruzada com outros materiais.

Perguntas frequentes sobre Banisteriopsis caapi cipó negro

Qual parte da planta é comercializada?

Comercializa-se o cipó maduro em formato picado fino. É a parte da planta mais utilizada na preparação tradicional amazônica e a que concentra maior presença de alcaloides beta-carbolínicos segundo a literatura fitoquímica disponível (Callaway et al., 1999). Não se comercializam a raiz nem as folhas nesta referência — para folhas secas de B. caapi, consulte a ficha específica do catálogo.

Qual a diferença entre cipó negro, cipó amarelo e cipó vermelho?

O cipó negro e o cipó amarelo são variedades de Banisteriopsis caapi diferenciadas morfologicamente pela coloração interna do caule e com perfis fitoquímicos ligeiramente distintos documentados na literatura (Callaway, 2005). As denominações provêm do sistema de classificação xamânico amazônico, que distingue as variedades por critérios organolépticos e morfológicos. O cipó vermelho corresponde a Banisteriopsis muricata, uma espécie botanicamente distinta do mesmo gênero (Schultes & Hofmann, 1979).

O que são os alcaloides beta-carbolínicos?

Os alcaloides beta-carbolínicos são compostos nitrogenados presentes de forma natural em várias espécies vegetais. Em Banisteriopsis caapi, os principais são harmina, harmalina e tetrahidroharmina. Sua presença nesta espécie está bem caracterizada na literatura fitoquímica desde os trabalhos pioneiros de McKenna et al. (1984) e tem sido objeto de múltiplos estudos analíticos posteriores.

Qual a situação legal de Banisteriopsis caapi?

A situação legal pode variar conforme a jurisdição. É responsabilidade do comprador verificar a normativa aplicável em seu local de residência. Este produto é comercializado exclusivamente como material de colecionismo botânico e pesquisa etnobotânica.

Qual formato é mais adequado, 100 g ou 500 g?

O formato de 100 g é adequado para colecionismo, arquivo botânico ou estudo inicial do material. O formato de 500 g está orientado a pesquisadores, botânicos ou colecionistas que trabalham com volumes maiores ou desejam dispor de uma referência de lote mais ampla para comparativas fitoquímicas.

Sobre este conteúdo

Ficha elaborada pela equipe especializada da Edabea Natura, com mais de 15 anos de experiência em seleção e comercialização de materiais etnobotânicos. A informação fitoquímica e etnobotânica está baseada nas fontes bibliográficas citadas e no conhecimento direto do material. Última atualização: abril 2026. Para consultas sobre disponibilidade ou características do lote atual, entre em contato pelo contacto@edabea.com.

Referências: Callaway, J.C. (2005). Various alkaloid profiles in decoctions of Banisteriopsis caapi. Journal of Psychoactive Drugs, 37(2), 151–155. — Callaway, J.C. et al. (1999). Pharmacokinetics of hoasca alkaloids in healthy humans. Journal of Ethnopharmacology, 65(3), 243–256. — Luna, L.E. (1986). Vegetalismo: Shamanism among the Mestizo Population of the Peruvian Amazon. Stockholm: Almqvist & Wiksell. — McKenna, D.J., Towers, G.H.N. & Abbott, F. (1984). Monoamine oxidase inhibitors in South American hallucinogenic plants. Journal of Ethnopharmacology, 10(2), 195–223. — Schultes, R.E. & Hofmann, A. (1979). Plants of the Gods. New York: McGraw-Hill.

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Janet Sera..  -  
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