Chacruna (Psychotria viridis)
Chacruna (Psychotria viridis) — folhas secas amazônicas com presença documentada de DMT na literatura fitoquímica (McKenna et al., 1984). A planta admixta mais utilizada nas tradições da Amazônia ocidental — principalmente no Peru e no Equador — e a mais amplamente referenciada na pesquisa etnobotânica disponível. Disponível em 25 g e 50 g. Selecionada pela equipe da Edabea, com mais de 15 anos de especialização em etnobotânica. Para coleção botânica e pesquisa etnobotânica.
Chacruna (Psychotria viridis) | Folhas secas — 25 g e 50 g
A chacruna é o nome comum de Psychotria viridis, um arbusto perene da família Rubiaceae — a mesma família do café — originário das terras baixas amazônicas do Peru, Equador, Brasil e Colômbia. É a planta admixta mais amplamente documentada na preparação tradicional de ayahuasca e a espécie de referência na maioria das tradições da Amazônia ocidental (Luna & Amaringo, 1991; McKenna et al., 1984). Na Edabea, oferecemos em formato de folhas secas, nas apresentações de 25 g e 50 g.
Perfil botânico e fitoquímico
Psychotria viridis pertence à família Rubiaceae, um dos grupos vegetais mais diversos dos trópicos. Suas folhas apresentam DMT (N,N-dimetiltriptamina), um alcaloide triptamínico cuja presença nesta espécie está bem caracterizada na literatura fitoquímica (McKenna et al., 1984). Ao contrário da chaliponga (Diplopterys cabrerana), a chacruna não contém 5-MeO-DMT, o que a diferencia fitoquimicamente da outra planta admixta principal documentada na literatura etnobotânica.
A concentração de DMT nas folhas de P. viridis varia conforme a origem geográfica, a altitude, as condições de cultivo e o momento da colheita. As referências fitoquímicas documentam concentrações variáveis entre lotes e procedências (McKenna et al., 1984).
Diferenças entre chacruna e chaliponga
Chacruna (Psychotria viridis) e chaliponga (Diplopterys cabrerana) são as duas plantas admixtas mais documentadas na literatura etnobotânica da ayahuasca, mas são espécies botânicas distintas com perfis fitoquímicos e distribuições geográficas diferenciadas:
| Característica | Chacruna | Chaliponga |
|---|---|---|
| Nome científico | Psychotria viridis | Diplopterys cabrerana |
| Família botânica | Rubiaceae | Malpighiaceae |
| Triptaminas documentadas | DMT | DMT + 5-MeO-DMT |
| Distribuição tradicional | Amazônia ocidental (Peru, Equador) | Amazônia colombiana e equatoriana |
| Presença na literatura | Maior — espécie de referência principal | Menor — tradições do noroeste amazônico |
Contexto etnobotânico
O uso de Psychotria viridis como planta admixta em preparações de ayahuasca está amplamente documentado nas tradições da Amazônia ocidental — principalmente no Peru e no Equador — onde também é conhecida como sami ruca ou simplesmente chacruna, dependendo da tradição e da região. Seu uso é mencionado nos trabalhos de campo do etnobotânico Richard Evans Schultes e na obra de Luis Eduardo Luna sobre o vegetalismo amazônico (Luna & Amaringo, 1991; Luna, 1986).
A chacruna é a espécie admixta mais referenciada na pesquisa acadêmica sobre ayahuasca, tornando-se um ponto central para o estudo comparado de plantas com triptaminas em contextos etnobotânicos. Sua pertença à família Rubiaceae — a mesma do café, da quina e da ipecacuana — a coloca em um dos grupos vegetais com maior diversidade fitoquímica documentada nos trópicos.
Em 2008, o Instituto Nacional de Cultura do Peru declarou os conhecimentos e usos tradicionais da ayahuasca como Patrimônio Cultural da Nação, reconhecimento que inclui o sistema de conhecimento xamânico associado ao uso da chacruna como planta admixta.
Para ampliar o contexto botânico e etnobotânico desta espécie e sua relação com outras plantas do catálogo, você pode consultar nossa seção de ayahuasca.
Conservação
As folhas secas são sensíveis à umidade e à luz direta. Para manter sua estabilidade e características botânicas ao longo do tempo:
- Guardar em embalagem bem fechada, preferencialmente hermética.
- Conservar em lugar fresco, seco e protegido da luz direta.
- Evitar umidade, calor prolongado e contaminação cruzada com outros materiais.
Perguntas frequentes sobre chacruna
Qual é a diferença entre a chacruna e a chaliponga?
São espécies botânicas distintas de famílias diferentes. A chacruna (Psychotria viridis, família Rubiaceae) contém DMT documentado na literatura fitoquímica. A chaliponga (Diplopterys cabrerana, família Malpighiaceae) contém DMT e também 5-MeO-DMT, ausente na chacruna. Geograficamente, a chacruna predomina nas tradições do Amazonas ocidental peruano e equatoriano, enquanto a chaliponga é mais frequente na Amazônia colombiana e equatoriana (McKenna et al., 1984; Schultes, 1972).
Por que pertence à mesma família que o café?
Psychotria viridis pertence à família Rubiaceae, um dos grupos vegetais mais diversos dos trópicos, que inclui também o café (Coffea), a quina (Cinchona) e a ipecacuana (Carapichea ipecacuanha). A família se caracteriza por uma notável diversidade fitoquímica — alcaloides, triptaminas, quinonas — que a tornou uma das mais estudadas em etnobotânica e química de produtos naturais.
Qual formato é mais adequado, 25 g ou 50 g?
O formato de 25 g é adequado para coleção botânica, arquivo ou estudo inicial do material. O formato de 50 g está orientado a pesquisadores ou colecionadores que trabalham com volumes maiores ou desejam dispor de uma referência de lote mais ampla para comparativas fitoquímicas entre plantas admixtas.
Qual é a situação legal da chacruna?
A situação legal pode variar conforme a jurisdição. É responsabilidade do comprador verificar a normativa aplicável em sua localidade. Este produto é comercializado exclusivamente como material de coleção botânica e pesquisa etnobotânica.
Como conservar as folhas secas?
Em embalagem bem fechada, em local fresco, seco e protegido da luz direta. A concentração de triptaminas pode ser afetada pela exposição prolongada à umidade, calor ou luz, tornando a conservação adequada especialmente relevante para manter a integridade botânica do material.
Sobre este conteúdo
Ficha elaborada pela equipe especializada da Edabea Natura, com mais de 15 anos de experiência em seleção e comercialização de materiais etnobotânicos. As informações fitoquímicas e etnobotânicas estão baseadas nas fontes bibliográficas citadas e no conhecimento direto do material de cada lote. Última atualização: abril 2026. Para consultas sobre disponibilidade ou características do lote atual, entre em contato pelo contacto@edabea.com.
Referências: Luna, L.E. (1986). Vegetalismo: Shamanism among the Mestizo Population of the Peruvian Amazon. Stockholm: Almqvist & Wiksell. — Luna, L.E. & Amaringo, P. (1991). Ayahuasca Visions: The Religious Iconography of a Peruvian Shaman. Berkeley: North Atlantic Books. — McKenna, D.J., Towers, G.H.N. & Abbott, F. (1984). Monoamine oxidase inhibitors in South American hallucinogenic plants. Journal of Ethnopharmacology, 10(2), 195–223. — Schultes, R.E. (1972). An overview of hallucinogens in the Western Hemisphere. In P.T. Furst (Ed.), Flesh of the Gods. New York: Praeger. — Schultes, R.E. & Hofmann, A. (1979). Plants of the Gods. New York: McGraw-Hill.
